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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Clima, apanhados do clima, apanhados pelo clima, ...




Portugal é 12.º Classificado no ‘Ranking’ do Combate às Alterações Climáticas

Em comunicado divulgado ontem, 14 de Dezembro, a Quercus refere que Portugal ocupa o 12.º lugar no Índice Global de Combate às Alterações Climáticas (CCPI 2010 - Climate Change Performance Index), um ranking composto pelos 57 países mais industrializados e que mede o melhor desempenho em termos de protecção do clima. Essa classificação revela uma subida de três posições em relação ao ano anterior.

Relatório disponível em: http://www.quercus.pt/xFiles/scContentDeployer_pt/docs/articleFile217.pdf

EU pessoalmente ainda acho que posso fazer bastante mais pelo ambiente mas, mesmo assim, nada mau...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

hotspots: locais de internett grátis em Portugal



Hoje, no Público on line, um verdadeiro serviço público: onde podemos encontrar locais com internet de graça: http://static.publico.clix.pt/infografia/hotspots/

E podem também participar e ajudando a completar dizendo outros locais onde se pode obter livre serviço (ver no final da página do link).

domingo, 29 de junho de 2008

Portugal

A Gotika, num dos seus muitos posts sobre a situação do país, desafia os leitores a escreverem sobre as razões pelas quais chegamos aqui, isto é, à situação de depressão estrutural e beco sem saída na sociedade portuguesa.

Parte I

Este comentário começa há mais de 500 anos atrás…

Não sou historiador, mas já li o suficiente sobre história para compreender que as opções que se fazem ao longo da vida influenciam o que somos e o que nos tornamos. Se um adolescente com 18 anos é confrontado com a hipótese de roubar ou não roubar um automóvel, a opção escolhida determina, por vezes de modo decisivo, o seu futuro. Assim aconteceu, segundo me parece, com o nosso país. Em Portugal, a expansão colonial foi largamente moldada pelas escolhas da Coroa, ao ponto do Estado se designar como Patrimonialista: todos vivem à custa do Estado e não há diferença entre o património do Estado e os bens privados do Rei. Quando algum nobre mais aventureiro se propunha fazer uma viagem, o Rei financiava toda a empreitada, minimizando o risco, no sentido económico do termo. E foi assim que aprendemos a viver à custa da Coroa. A nobreza, o clero e, mais tarde, a burguesia cresceram à sombra do Estado. Enquanto os holandeses criavam companhias comerciais com investimentos privados, cujo risco era suportado essencialmente por particulares, os portugueses mantinham a sua relação de quase filiação com o Estado.

Fast forward para o século XX…

É habitual fazer-se a comparação, absurda diga-se, entre ditaduras de direita e de esquerda. Em termos de crueldade, não há diferenças entre Hitler e Estaline. Mas existe uma diferença crucial entre o salazarismo português e o comunismo da Europa de Leste. Enquanto, em Portugal, a população era mantida na mais penosa ignorância por parte do poder político, a generalidade dos países do Bloco de Leste (talvez com a excepção da Albânia) prosseguia campanhas de alfabetização das massas, que conduziram a taxas de escolarização superiores a 80%. Esta diferença explica quase tudo, mas é sobretudo útil para compreendermos porque razão estes países se desenvolvem agora tão rapidamente, ultrapassando Portugal a toda a velocidade. Esses países optaram pelo sistema económico “errado”, mas essa escolha revelou-se substancialmente menos penalizadora do que a “nossa” escolha “errada” de manter o povo na ignorância. Se quase todos os ex-países comunistas têm demonstrado que a transição para o capitalismo pode ser feita de modo suave, Portugal atesta também que a transição para uma sociedade com elevados standards educacionais e cívicos só pode ser suave, ou melhor dito, lenta. Em parte, só nos resta esperar…

Parte II

Quando escrevi Sabes, gostava de ter mais alunos/as como tu, mas, em vez disso, apanho com a massa amorfa que essa geração que tanto criticas educou”, não estava a lamentar a falta de qualidade dos alunos. Sou professor há 14 anos e, ao longo deste período, sempre tive alunos dedicados, alunos preguiçosos, alunos assim-assim, alunos geniais (uns 3 ou 4 levaram 19 valores) e outros que nunca deveriam ter entrado na universidade. Tenho assistido a um decréscimo na capacidade de expressão escrita e a uma alarmante diminuição da cultura geral dos alunos. Na minha disciplina de Políticas Públicas, cheguei a ter fervorosas discussões sobre as escolhas políticas dos nossos governos, com alunos que estavam informados e eram excelentes a argumentar. Hoje em dia, só nas aulas de Mestrado… Mas, nem tudo é negativo. Verifiquei ganhos substanciais na relação com a tecnologia e uma diminuição da dificuldade em aceder aos professores, também por abertura destes. Mas não é sobre isto que me lamento quando menciono a “massa amorfa”. O problema é mais profundo do que isso.

E aqui volto ao início…

É tudo uma questão de risco. Tal como os nossos antepassados, que aprenderam a depender da Coroa, a geração actual tem muitas dificuldades em “assumir o risco”. Neste aspecto, a vista de Lisboa é mais positiva do que a vista do Minho. Alguns exemplos. Uma das alunas mais brilhantes que tive oportunidade de acompanhar, e que vai terminar o curso este ano com média de 17 valores (a melhor de sempre nessa licenciatura), recebeu uma excelente proposta para tirar o doutoramento no Extremo Oriente. Recusou, sem ter qualquer outra proposta. Uma outra aluna concorreu a uma multinacional que se vai estabelecer em Angola e precisava de quadros qualificados. Recusou, sem qualquer outra proposta. Tenho outra aluna de Arcos de Valdevez que lamenta que Braga seja tão longe… a 40 km!

E este é o meu dia-a-dia: tentar alargar os horizontes desta geração. A geração actual tem problemas em arriscar, e muitos dos seus membros são filhos de ex-emigrantes em França, na Suíça, etc., o que torna isso ainda mais incompreensível. Muitas pessoas que moram em Lisboa referem-se ao resto do país como “a província”. Fico revoltado quando ouço essa afirmação, mas penso que, de forma acidental, acabam por ter razão.

Já fui director de uma licenciatura. Agora, voltei a ser simplesmente professor. Tenho mais tempo para dedicar a esta cruzada. A geração actual não se pode conformar. Se não encontram emprego por conta de outrem, têm de ser eles próprios a criá-lo. Recebem ofertas para trabalhar no estrangeiro e o seu inglês não é grande coisa? Aprendem com o tempo e no próprio local. Mas nada se faz sem sacrifícios e sem assumir o risco. E é disto que eu me queixo. Quando surgiu a oportunidade de tirar doutoramento nos EUA, deixei pais, namorada, amigos e fui sem olhar para trás. Tenho alunos bem sucedidos, a trabalhar por conta própria, a fazer pós-graduações no estrangeiro, a trabalhar em Angola, nos EUA, por toda a Europa (sobretudo em Espanha), em grandes empresas em Portugal. Mas todos estes têm algo em comum, que não vejo na maioria: arriscaram e estiveram dispostos a sacrificar o seu bem-estar para evitarem ser mais um número nas estatísticas do desemprego.

Gotika: Aprecio muito as pessoas que nos obrigam a pensar. Nunca deixes de o fazer…

Um agradecimento à música que contribuiu para este texto: Coco Rosie, Wim Mertens e Brian Eno.

domingo, 2 de março de 2008

Deus e o Diabo no Rivoli

Reparem bem na fachada do Rivoli: "Música no Coração" de um lado, "FantasPorto 2008" do outro!
O que é isto???
Ofereceram o Rivoli ao populismo, com muito favor deixaram eventos consagrados como o Fantas ocuparem o lugar que sempre lhe coube, mas mantendo num cantinho...

Nós não nos importamos, porque somos muito maiores do que essas mesquinhices:
- o Fantas está entre os 25 melhores festivais de cinema do mundo, o único de cinema fantástico
- está, este ano, muito maior do que sempre, além do Rivoli, no Teatro Sá da Badeira e em 10 dos cinemas Lusomundo em várias cidades (Porto, Aveiro, Braga, Coimbra, Gaia, Gondomar, Vila Real, Viseu)

Viva o cinema fantástico!